sábado, 3 de dezembro de 2016





Nas Pedras Salgadas com o Visconde Asseca, Cascão de Anciães
 e Nely Candeias
Fui  Médico-Adjunto da Direcção Clinica  de  1951 a 1958
Recordar José Henrique Cascão de Anciães  -  2











Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira - Vol. VI

Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira - Vol. XXXIX\
 
 
 
 
 

Do espólio de Manuel Mendes
 
 







 
 
 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016




Recordar José Henrique Cascão de Anciães  -  1


A propósito do espólio de Manuel Mendes digitalizado pela "Fundação Mário Soares - CASA COMUM", donde retirei, com a devida vénia, a correspondência trocada com Cascão de Anciães.






Já há algum tempo, no meu blogue "RECORDAÇÕES" de 11 de Abril de 2012, lembrei o meu saudoso Professor Cascão !




Homenagem aos docentes demitidos durante o Estado Novo, na Reitoria da Universidade de Lisboa  
  29 de Novembro de 2011

 
 
 
Placa descerrada na Reitoria da Universidade de Lisboa
com o nome dos docentes expulsos
 
 
 

 


Estive presente nas cerimónias desta homenagem e recordei os meus professores afastados compulsivamente do ensino.
Terminei a licenciatura na Faculdade de Medicina de Lisboa em 1947, e vivi o agitado período do pós-guerra.
Recordo as lições magistrais de Clínica Médica do Professor Cascão no Hospital de Santa Marta, então o Hospital Escolar; nunca faltei a uma das suas aulas! O Professor Cascão era o Professor Auxiliar da Cadeira de  Clínica Médica, dirigida pelo Professor Pulido Valente. Com a brutal demissão dos professores feita pela  purga de Junho de 1947, acabei por fazer o exame daquela disciplina com o Professor Mário Moreira. Alguns anos depois da formatura, voltei a beneficiar do convívio  do Professor Cascão na Estância Termal de Pedras Salgadas, ajudando-o na sua actividade clínica. Continuei a usufruir sempre da sua amizade, inesquecível! O Professor Cascão  tinha diversos lazeres. Nas Pedras Salgadas dava-nos lições de astronomia; com o seu rico equipamento, mostrava-nos as várias constelações. Era um apreciador de música clássica, e também um belíssimo atirador de carabina!...


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016





Há 100 anos! 1 de Dezembro de 1916

 
 
 
 

quarta-feira, 30 de novembro de 2016




Hispanofilia e Bernardino Machado










 
 
 
 










 
 
 
 
 

terça-feira, 29 de novembro de 2016





Sampaio Bruno e a urgência de ser eleito sócio da Academia das Ciências

--divulgada uma carta inédita e confidencial para Teófilo Braga

Uma carta confidencial de Sampaio Bruno para Teófilo Braga a pedir – lhe que fosse eleito com urgência para a Academia das Ciências, constituiu o tema de uma comunicação de António Valdemar, apresentada, em sessão daquela instituição e no âmbito das comemorações do centenário da morte do pensador, jornalista, erudito e notável figura cívica e cultural do Porto, ligada aos primórdios do Partido Republicano e ao movimento revolucionário do 31 de Janeiro de 1890
 «Não possui qualquer fundamento -- começou por referir António Valdemar -- a informação da Grande Enciclopédia Portuguesa Brasileira ao salientar que Sampaio Bruno «formou-se em Medicina em 1876 e passou ainda a frequentar a Antiga Escola Politécnica do Lisboa, mas em 1878 teve de abandonar os estudos por falta de saúde». (vol. 26 – Pág. 891). Nos estudos biográficos e críticos de Joel Serrão verifica-se que Sampaio Bruno apenas frequentara e não concluíra a Antiga Escola Politécnica do Porto. Não possuía qualquer curso».
Noutro passo ao divulgar e comentar a carta inédita e confidencial de Bruno para Teófilo Braga, afirmou António Valdemar : «Sampaio Bruno pretendia ocupar a direção da Biblioteca do Porto. O lugar encontrava-se vago, pela morte do diretor e fundador da Biblioteca Eduardo Allen (1824 - 1899), sócio da Academia das Ciências, licenciado em Direito por Coimbra.
«O acesso, contudo, permanecia-lhe vedado, não por motivos políticos, pela filiação republicana e intervenção no 31 de Janeiro. Era exigido um curso universitário. Sampaio Bruno debatia-se com a falta de habilitações para ocupar o cargo. Procurou ser eleito sócio da Academia das Ciências de Lisboa. O seu mérito era amplamente reconhecido. Tinha admiradores, amigos pessoais, conterrâneos e correligionários políticos em ambas as classes da Academia das Ciências de Lisboa. Sampaio Bruno admitiu que tal distinção ultrapassaria os obstáculos e as exigências institucionais.
«Contudo,- esclareceu António Valdemar -- o tempo de decisão das Academias não se compadece, nem coincide com o ritmo das tramitações burocráticas. Ignoro que diligências se fizeram. Se houve formalização da proposta; se chegou a ser apreciada e submetida à votação a candidatura de Bruno.
Entretanto, acentuou António Valdemar «o cargo de diretor da Biblioteca do Porto foi ocupado por António Rocha Peixoto (1868 – 1909) licenciado pela Escola Politécnica do Porto, arqueólogo, etnógrafo e historiador. Passados alguns anos, Sampaio Bruno ingressava na Academia das Ciências de Portugal, fundada em Lisboa a 18 de Abril de 1907, que funcionou pouco mais de uma década, se estendeu a todo o Pais e chegou inclusive à Galiza.
«Esta Academia - que resultou de uma cisão polemica com a Academia das Ciências de Lisboa - incluiu, logo de início, numerosos sócios de prestígio alguns deles da Academia das Ciências de Lisboa como Teófilo, (um dos organizadores), Conde de Sabugosa, Alfredo da Cunha, Teixeira de Queiroz, Sousa Viterbo, Consiglieri Pedroso, Gonçalves Viana. Entre os propostos destaca-se Sampaio Bruno. A Academia das Ciências de Portugal teve o mérito de corrigir algumas injustiças, até que, de condescendência em condescendência, abriu indiscriminadamente a porta a carreiristas intelectuais e oportunistas políticos.»
Mais adiante disse António Valdemar: «Só em 1909, Sampaio Bruno, conseguiu, finalmente, com a morte de Rocha Peixoto ser nomeado bibliotecário e a seguir diretor da Biblioteca Municipal do Porto. A sua obra reflete o Porto cívico  e cultural de outros tempos e do seu tempo: o Porto de Antero de Quental, a presidir à Liga Patriótica do Norte. O Porto literário de Eça de Queiroz, à frente da Revista Portugal. O Porto de Camilo, de António Nobre e Raul Brandão e de Manuel Teixeira Gomes a tentar fazer o curso de Medicina. O Porto do pintor Marques de Oliveira (mestre de Henrique Pousão), que retratou o mar e o areal da Póvoa de Varzim. O Porto de Soares dos Reis  que, de insatisfação a insatisfação, e sufocado por intrigas e invejas, num desesperado encontro com a morte, resvalou nas garras do suicídio. O Porto medularmente republicano de Rodrigues de Freitas de Basílio Teles, de Aurélio Paz dos Reis (o criador do cinema português) »
A concluir António Valdemar observou: «Ainda Sampaio Bruno viveu seis anos enraizado na Biblioteca do Porto. A descobrir e editar velhos manuscritos. Sempre a trabalhar. A escrever n’ A Aguia de Teixeira de Pascoais e de Leonardo Coimbra. A receber uma carta de Fernando Pessoa para colaborar no Orpheu. »


Inicio e final da carta de Sampaio Bruno para Teófilo Braga 












EÇA DE QUEIROZ


Serigrafia desenhada por Álvaro Carrilho





















O que vou aprendendo no convívio com o António Valdemar! Numa das últimas conversas fiquei a saber a  história do "Círculo Eça de Queiroz", e que a serigrafia com a figura do escritor que está exposta  numa das salas foi desenhada por seu filho Álvaro Carrilho.














Círculo Eça de Queiroz

Agremiação de carácter intelectual e social


"O Círculo Eça de Queiroz é uma agremiação de carácter intelectual e social, fundada em 1940, por iniciativa de António Ferro, (o nome do patrono foi sugerido por António Lopes Ribeiro), com o objectivo de fomentar o bom convívio entre os seus sócios e convidados e também o gosto pelas letras e as artes, por meio de conferências, exposições e concertos.
Desde a sua fundação, e através de muitas dificuldades, o Círculo tem procurado contribuir para a elevação do nível intelectual e social da vida portuguesa.
Grandes figuras da cultura portuguesa e estrangeira, têm passado pelo Círculo, como convidados ou conferencistas. O seu primeiro sócio de honra foi Maurice Maeterlink, Prémio Nobel da Literatura. Aqui estiveram também T.S. Eliot, igualmente Prémio Nobel da Literatura, Graham Greene e Gabriel Marcel. Em 1942, Gregório Marañon proferiu neste clube uma conferência, impressa mais tarde. Dos escritores brasileiros, lembramos, entre outros, Gustavo Barroso, Plínio Salgado, Luís Viana Filho, Herberto Sales, Josué Montello, e António Carlos Villaça. Estes três últimos escritores registaram, em livros memorialisticos, a sua passagem pelo Círculo. Ortega y Gasset e Eugénio Montes deram também o seu contributo para o prestígio cultural do Círculo.
Em Janeiro de 1946, o Círculo promoveu um ciclo de conferências para assinalar o centenário queirosiano.
Na década de 80, a Direcção empenhou-se em reintegrar o Círculo Eça de Queiroz no espírito do fundador, pela animação cultural dos “Serões Queirosianos”, e, das mais de 50 conferências proferidas nessa época, destaca-se o ciclo dedicado aos “Vencidos da Vida”, recolhidas em livro, em 1989.
Em 1994, contámos com a presença, como conferencistas, do Prof. Fraga Iribarne, Presidente do Governo da Galiza, e do Presidente da Academia Brasileira de Filosofia, Prof. Miguel Reale.
Na década de 90, outra iniciativa de animação cultural é a de “chás semanais”, seguidos de debates sobre as matérias mais diversas.
Durante algum tempo, também, o Círculo Eça de Queiroz contou com a colaboração da Orquestra Metropolitana de Lisboa, que aqui realizou um recital mensal.
Esta Associação, ao longo da sua existência de mais de 70 anos, tem mantido intercâmbios com as mais diversas entidades públicas e privadas, nomeadamente:
- Sociedade Histórica da Independência de Portugal
- Instituto de Filosofia Luso-Brasileira
- Academia de História
- Academia das Ciências
- Academia Brasileira de Filosofia
- Grémio Literário
- Centro Nacional de Cultura
- Grupo dos Amigos de Lisboa
- Fundação Eça de Queiroz
- IADE
- Embaixadas de Espanha, Brasil, Israel e Ministério dos Negócios Estrangeiros
- Comissão Nacional para o Centenário de Eça de Queiroz.
Vários Clubes congéneres da Europa e do Brasil têm com o Círculo Eça de Queiroz relações preferenciais, nomeadamente no intercâmbio de serviços prestados aos respectivos sócios. Referimos, entre outros, “Le Cercle de l’Union Interalliée” (Paris); o “Savile Club”, o “National Liberal Club, o “City University Club” e o “Eccentric Club” (Londres); o “Societá del Giardino” (Milão); o Real Gran Peña (Madrid); o “Sociedad Bilbaina” (Navarra); o “Cercle de Lorraine” (Bruxelas); o “Grêmio Luso-Brasileiro” (São Paulo) e o Royal Canadian Military Institute, Toronto – Canada.
O Círculo Eça de Queiroz vive das quotizações dos sócios e das receitas provenientes de algumas actividades desenvolvidas. Recebeu apoios financeiros ocasionais da Fundação Gulbenkian e da Secretaria de Estado da Cultura.
Esta Associação propõe-se continuar a orientação e finalidades que até aqui o têm orientado, através de conferências, concertos e exposições, obedecendo à temática programada anualmente.
Círculo Eça de Queiroz tem um número de associados na Categoria A restrito a 202. Este foi o número de uma mansão imaginária nos Campos Elísios, onde uma das personagens ficcionais do escritor português Eça de Queiroz, Jacinto, viveu no século XIX, em Paris. Ao longo do tempo, o clube decidiu admitir um pequeno número de membros acima de 202, que gozam de todos os direitos sociais, excepto do voto. Esses associados, supranumerários, aguardam vaga na Categoria A.
Pelo clima cultural que vamos criando na zona histórica do Chiado e pelo património artístico existente na sede do Círculo, é bem justificado o estatuto de Utilidade Pública que lhe foi conferido em 2005."
       

sexta-feira, 25 de novembro de 2016





"Não era menos instante prever e salvaguardar a saúde pública" - Bernardino Machado - no "Relatório do Governo" apresentado ao Parlamento em 2 de Dezembro de 1914
















 

 
 
 
 

Com a devida vénia transcrevemos  o texto escrito por Maria Rita Lino Garnel :   "Médicos e saúde Pública no Parlamento Republicano"